Eu e os medicamentos ...

Olá,
bem, vou começar por confessar a minha verdade - tenho uma enorme aversão a medicamentos e detesto engolir comprimidos.
Não sei de onde surgiu tal coisa, mas é assim desde que me lembro de ser Cristina, portanto a história já é longa e não tem melhorado.
Ao stress da maleita que esteja a padecer, junta-se o pânico da prescrição e temos um lindo caldo de drama.
Há certos medicamentos que me colocam mal disposta e mal da barriga, que às tantas prefiro que o processo curativo seja mais lento e sofrer um pouco mais. Já aconteceu no passado.
A vez mais marcante foi quando o médico sugeriu que eu deixasse de amamentar para tomar antibiótico por causa de um dedo no pé, dar de mamar não é algo que se possa voltar a fazer passado uns tempos, portanto não demorei muito a decidir, o tratamento foi muito mais arcaico, mas aconteceu e o bebé mamou por mais uns tempos. Tenho outras, mas não vou aborrecer quem por acaso me esteja a ler.
A semana passada aconteceu algo parecido, mais uma vez tentei tomar o medicamento do demónio e passado um dia disse - não, prefiro colocar pomada e fazer massagem e ver o que acontece e realmente melhorei.
A vida é tão a correr, que a maior parte nem tem tempo para tentar algo um pouco mais simples antes de partir logo para algo mais forte e com mais potenciais efeitos secundários. Por estranho que possa parecer os medicamentos têm também efeitos negativos, muitos deles nem chegam nunca a ser quantificados, mas por vezes mais tarde aparecem efeitos em órgãos vitais que normalmente são atribuídos à idade e portanto, tudo ok.
O filme de engolir comprimidos é outro drama muito antigo do qual não sei a origem, mas que prevalece até hoje, a coisa até se dá mas não é pacifico e o tamanho do comprimido goza de proporcionalidade direta com o drama a ser vivido.
E a quantidade de cada caixa de medicamento, para quê tanta quantidade? Enfim ...
Boa semana!