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O Blog da Cristina

Mais um blog ... Mas este é diferente, porque é meu! E é um blog sobre ...

O Blog da Cristina

Mais um blog ... Mas este é diferente, porque é meu! E é um blog sobre ...

Bibliocris - Anna Karénina de Leo Tolstoi

27.02.25, Cristina

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Olá,

pelo Natal andava a tentar complementar o presente do meu marido e deparei-me com este livro, só porque é um autor que sei que ele gosta comprei sem analisar muito.

A verdade é que ele não anda numa fase de leitor ávido, portanto ficou pela mesa da sala ...

Uma birra do meu filho acerca de se estuda, se não estuda ... levou-me a desistir da birra e a sentar-me um minuto no sofá (coisa rara no meu caso) e espreitar o tal livro que por ali estava.

E mal sabia eu o que estava para acontecer ... fiquei cativada e estou encantada.

É curioso as ideias pré-feitas que temos (ou então sou só eu), de que estes livros denominados clássicos são muito complexos de ler.

E surpresa das surpresas, tirando os nomes que são um pouco mais complexos e muitos, até me parece de uma leitura bastante pacifica e interessante.

Neste momento acho que estou a chegar às 260 páginas, portanto é para continuar e tenho leitura para bastante tempo já que o livro é longo, praticamente 1000 páginas.

A capa do mesmo não é de grande qualidade para um livro tão pesado, mas o que interessa mesmo é o seu interior.

É curioso como um livro tão antigo relata realidades tão actuais só que com menos evolução tecnológica, colocando um telemóvel aqui, uma Netflix acolá, algures um carro eléctrico e podia ter sido editado recentemente.

Ontem, estava a ouvir o podcast da Mariana Alvim - Vale a Pena (que já é para mim um hábito semanal que recomendo) e imaginem um dos livros mencionados esta semana? Sim, o mesmo que estou a ler. Será que as coincidências existem ou não?

Deixo a primeira frase do livro que me prendeu, sem escapatória:

"As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são-no cada uma à sua maneira" 

Boas leituras e boa semana ...

PS- não é de estranhar que volte a falar deste livro em posts futuros

 

 

Fazer amigos não é simples ...

12.02.25, Cristina

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... bem, pelo menos para mim, e já é assim desde que me lembro de ser pessoa. Em miúda era muito tímida (ainda sou), fazia uma amiga e já estava contente, a minha energia não dava para muito mais. A questão é quando a coisa corria mal com essa única amiga, não havia mais ninguém a quem recorrer. E depois há outro ponto sou muito intensa, para mim é ou não é, não há cá aquela coisa de meio termo, tenho muito pouco jeito para teatro e para fingimentos, o que convenhamos é um empecilho, quando se pretende ter mais do que uma amizade.

E assim fui continuando pela vida fora ... umas vezes, esforçando-me mais e acabando a achar que não vale a pena.

De verdade, aprecio as pessoas que têm muitos amigos, e até fico impressionada como conseguem "gerir" a vida de tanta gente, ou seja, saber com quem têm uma relação, os filhos, a que se dedicam, onde vivem, etc. e ter tempo para dar atenção a todas essas pessoas que podem incluir pessoas do trabalho a acumular com vizinhos e colegas das várias escolas e faculdade e mais a nossa própria vida familiar. Até pode parecer que estou a gozar, mas de verdade que acho incrível ter memória para tanto, a minha cabeça para guardar nomes nunca foi grande coisa, imaginem com esta quantidade de dados (agora pelo menos há ajuda da inteligência artificial).

Aos 50, e estando farta das redes sociais tão impessoais, lembrei-me de criar um grupo de Whatsapp mais restrito para ir partilhando vários assuntos, comecei por lhe chamar Clube de Leitura, para concluir que as pessoas do grupo não gostavam assim tanto de ler como eu, depois mudei o nome para algo mais abrangente e variado com frases originais, (até tirei tempo ao blog para escrever para o grupo) e o resultado não foi grande coisa. No primeiro encontro de 16 pessoas apareceu uma, vá lá poda ser pior, afinal está em linha com a minha filosofia de miúda - só uma amiga.

De forma, que não sei ainda com esta idade qual é o meu talento, para fazer amigos não é de certeza, e não tem mal nenhum, forçar em demasia algo que não nos é natural pode ser desastroso, de forma que é ir gerindo sem fazer grandes dramas. Até porque saber estar sozinho também é uma virtude, afinal é a única companhia que temos certa, desde o nascimento até à morte.

Boa semana.

 

Livro - O Jardim dos animais com alma - José Rodrigues dos Santos

11.02.25, Cristina

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Olá, fui avisada acerca deste livro, portanto avancei por minha conta e risco.

Para constatar que era verdade aquilo que me contaram.

À medida que vou avançado na colecção Tomás Noronha, há algo que parece que não me entusiasma tanto, ao inicio a personagem era mais "natural", ao longo dos livros tem-se tornado num super herói invencível e com um conhecimento geral, diria que infinito.

Nos outros livros o Tomás come, tem fome, tem real necessidade e prazer a comer, neste acaba a comer uma salada. Claro, para estar de acordo com a temática do livro.

Depois de ler este livro muitos iremos ficar com vontade de ser vegetarianos ou algo semelhante, e não matar nunca mais nem uma mosca.

Comer só vegetais e suplementos, será essa a solução? Mas e as plantas não são elas também uma fonte de vida? (Como li algures quando as comemos ainda estão vivas se for uma salada). Claro não há sangue, nem gemidos, o que faz toda a diferença. Os vegetais para serem criados em tanta quantidade também não se terá de recorrer a alguns químicos? 

É um tema bastante polémico, mas serão os animais todos assim tão bonzinhos, como estão descritos no livro? 

Eu não me acho superior a ninguém nem a nenhum animal, tanto é que tenho bastante receio de muitos deles, muitos conseguiriam dar cabo de mim num instante, diria que a maioria deles. Portanto tenho-lhes muito respeito nem lhes quero mal, mas se vir um cão raivoso a atirar-se a mim não sei se não me defenderei se tiver com o quê.

Desde que nasci que fui habituada a comer carne e peixe, talvez se tivesse sido de outra forma estaria habituada a outra coisa qualquer.

Talvez o equilíbrio entre carne/ peixe e vegetais fosse útil, mas pouco percebo ou nada.

A quantidade de obras que o autor consulta para escrever os seus livros é algo absolutamente fenomenal, há pessoas que devem ter mais horas no dia que eu ou serem muito mais eficientes, sinto-me bastante básica por não conseguir fazer muito mais com as minhas horas.

Resumindo e baralhando foi mais um livro que me deixou a pensar o que é sempre algo muito positivo, portanto não foi tempo perdido.

Alerto para o facto de com estas minhas palavras não estar a defender corrente absolutamente nenhuma, são só reflexões minhas partilhadas neste pequeno canto.

Boa semana e boas leituras.

 

 

 

A nota de matemática foi uma desgraça … mas das grandes!

06.02.25, Cristina

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Olá,

As declarações da professora também o afectavam a ele, e de uma forma desastrosa. E estava realmente animado e ficou realmente desanimado. Se é responsabilidade dele? Claro que sim. Na vida há muitas situações das quais somos responsáveis que ainda assim nos deixam tristes.

A escola não devia rimar com tristeza, nem com desanimo, sei que é uma ideia estranha até sonhadora, mas para mim a escola devia ser agradável na grande maioria dos dias, porque iria colmatar e minimizar uma série de questões dramáticas na sociedade. Pessoas felizes tendem a ter vontade de fazer melhor, digo eu.

Os bons subiram mais e os piores desceram mais. Não sou professora não posso saber o que se poderia fazer em contexto de sala de aula. Como mãe a única coisa que posso fazer é acompanhar e não fazer disso um drama dos demónios como fazia no passado e que não levava a lado nenhum, a não ser a mau ambiente familiar.

A matemática é um desafio mundial, não é novidade nenhuma para ninguém, era bom que fosse só o meu filho mas não é.

Fico triste, bastante triste, nem é pela nota é mais por saber que tem capacidades e estas não estão a aparecer seja lá pelo motivo que for.

Tem um outro dom, só não queria que um dia se arrependesse de não ter aproveitado melhor a escola, porque há aspectos que só nos apercebemos mais tarde, mas o tempo não volta atrás.

Há um podcast que ando acompanhar que se chama Educa-te que me parece bastante interessante, não conheço há muito tempo, mas era tão bom que as ideias de mudança para a escola se difundissem e implantassem de uma forma mais célere.

Agora é arregaçar as mangas e colocar mãos ao trabalho, o que passou passou, melhores dias nos esperam ...

Boa semana

 

Disse a Professora com antecedência - "As notas desceram ..."

04.02.25, Cristina

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Olá,

para quê esta informação antecipada? Pergunto eu.

Para criar stress? Criar ansiedade?

Foi a primeira vez que ele veio animado de um teste de matemática, mas na segunda feira a professora profere esta linda frase e ele - pronto de certeza que vem uma negativa.

Era importante os professores terem formação atualizada de como lidar com pessoas em formação. Até os treinadores de futebol estão a evoluir, porque será que não se faz o mesmo numa classe tão importante para a sociedade?

Quarta, terá o veredicto e se os resultados forem maus, a professora descarta-se desse problema afinal não recebe os milhões como alguns treinadores e tenho impressão que se nada fizerem pela sua profissão o futuro não parece brilhante, já que tantos pais optam por colocar explicadores para quê duplicar trabalho? Se comemos mal num restaurante, desistimos de o frequentar não continuamos a ir para de seguida ir comer a outro, pois não? Parece absurdo não parece? Mas é o que acontece com a escola os pais pagam impostos e depois pagam explicadores para colmatar o fraco trabalho da escola. A questão é que restaurantes há muitos enquanto escolas nem por isso.

Se reparamos uma equipa de futebol é isso mesmo uma equipa, quando corre mal o treinador é chamado à responsabilidade, na escola o culpado é sempre o mesmo - o Aluno.

Atenção, que não estou a dizer que os alunos são uns anjos e que não se podiam dedicar mais, mas por vezes para se fazer um anjo é necessário alguma ajuda do ambiente.

Cada vez há mais debates sobre o estado da escola, e como a esperança é a última a morrer esperemos que algum dia alguém tenha a ousadia de tentar outra estratégia para a escola ...

Agora é aguardar e se correr mal cá continuarei para apoiar e apoiar e apoiar, é o único que posso controlar.

Boa semana.

A aventura dos painéis solares EDP que acabou em ...

03.02.25, Cristina

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Olá,

no final do ano pensámos em actualizar os painéis solares que tínhamos em casa de origem que nem sabíamos bem como funcionavam, nem o ganho que estaríamos a ter se é que teríamos algum.

Como os papéis dos painéis solares mencionavam que tinham sido colocados com a EDP decidi contactá-los e ver se apoiavam com o processo. Primeira confusão os painéis foram colocados com a EDP, mas EDP's há muitas e portanto estes eram de outra EDP, logo não apoiavam com a retirada dos antigos. Mas um tal de Sr Luís Delgado teve a brilhante ideia de sugerir - a equipa técnica talvez a ajude com a retirada dos painéis antigos, quando forem é só falar com eles. Ligaram para marcar e avisaram se não avançar tem um custo de 39€, fiquei renitente, mas o sr. enfatizou - isso só acontece se houver condições e não avançar, se não houver nada tem de pagar. Concordei com a visita, veio a equipa - olharam com ar desconfiado para o quadro - está muito cheio ... em relação à retirada dos painéis - nós não ajudamos, mas de certeza que a EDP ajuda afinal querem é vender painéis ... 

Voltei a falar com a EDP várias vezes, uma mulher até me gritou, e cada um dizia a sua coisa quanto à qualidade dos painéis, que poupa mas tem de ter cuidados com o uso, as baterias podem compensar ou podem não compensar (um até disse que talvez ainda fosse cedo para arriscar), e quanto à quantidade de painéis ideal também eram bastante dúbios. 

Portanto, ajudar a tirar os velhos não ajudam a EDP SU também não ajudava nada, lá paguei a outros e retiraram os painéis. Com tudo limpo voltei a contactar a EDP, agora é preciso nova visita técnica, em relação a esta não falaram em valores, explicaram que era por causa do instituto de geologia e lá vieram os senhores de outra equipa completamente diferente da primeira - Novamente repararam no pouco espaço do quadro, referiram que tenho assombreamento das casas ao lado no Inverno, que de Inverno há menos produção, que a casa consome muito portanto nada iria para as baterias, que tinha de comprar cabo devido à altura da casa, e não  tinham a certeza da espessura do cabo e se este iria passar no sitio necessário. E foram embora.

E eu fiquei a matutar então se no Inverno quando mais necessitamos não produz e ainda tenho de pagar os painéis e estar com muita atenção ao ligar electrodomésticos e depois ainda pagar mais electricidade ... não será melhor estar quieta com a brincadeira?

E decidi estar quieta e comuniquei ... e na manhã de 24/12 chegou um presente da EDP - uma gigante fatura com 2 visitas técnicas de 69€ cada uma, a juntar a uma fatura de Dezembro conseguem imaginar o tamanho do presente, não conseguem? Fiquei num estado de nervos e nesse dia na EDP não há atendimento escrevi logo uma mensagem, não resolve mas fica registado.

Assim que abriram, telefonei e tive de argumentar muitas vezes, mesmo muitas em inúmeros telefonemas, demoraram demasiado tempo a analisar, depois de ouvirem as conversas, as muitas e longas conversas, e a meio de Janeiro lá decidem creditar os 69€x2 e cobrar só 39€. Ainda assim, não fiquei satisfeita e resolvi reclamar com argumentos concretos (mau atendimento, tempo gasto, más informações, etc.) também os 39€, e em Fevereiro também irei recuperar este valor. O meu tempo ninguém o paga ...

O Sr. Luís Delgado disse que ia acompanhar todo o processo, mas assim que concordei avançar nunca mais ouvi falar de tal Sr., ao telefone parecia uma coisa e afinal fez um péssimo trabalho.

Assim que me perdoe o ambiente, mas pareceu-me um processo bastante estranho com um investimento avultado sem benefícios garantidos e portanto decidi estar quieta que em algumas situações pode ser considerado uma virtude.

O atendimento ao Cliente está nitidamente a baixar de qualidade, e a aumentar o susposto atendimento pela inteligência artificial que é tão inteligente que a maior parte das vezes não percebe nada e nada resolve. Deixo o truque - Quero falar com um assistente, de outra forma parecemos um hamster a andar numa rodinha e sem sair do mesmo sitío.

Todo este processo me deixa bastante triste pelo tempo que perdi, pela falta de consideração e pelo aproveitamento destas empresas de pessoas que não têm tanto tempo para gastar porque estão "entretidas" a ganhar dinheiro para pagar à EDP e outras parecidas ... 

Ser exigente é algo que se podia aprender na escola ...  

Boa semana!